quarta-feira, 4 de julho de 2007

....Certeza...

Essa noite
Ri me das minhas juras, do meu erro...
O silêncio satirizou aquelas palavras e frases precipitadas
Que estamparam-me a face
Mas que não fazem parte do meu espírito.
Aquilo o que reina dentro de minha alma viva
Não o sabes, não o sabes!
Resta-me o riso mal, àqueles que se deixaram levar
Para nunca, sim querido, nunca mais voltar.
Não penses que não lhe quis bem, amor.
Mas nessa noite branda e pálida
Enterro a caridade.
De alívio, um suspiro rouco rasgou o ar,
Sólida e inteira encontro-me em paz.
Olhando o céu e vendo a face de Deus
Sorrindo pra Ele e insistindo em esperar..
Dancei em meu tumulo e zombei de minha lápide.
Agora eu não quero mais ficar.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Esse silêncio

Esse silêncio, denso,
Que se fez dentro de mim
É me apavorante.
Assentou?
Ou de tão fugaz como o é
Fugiu antes de embriagar-me?
Ah!O amor!Tão raro e breve!
Como fogos em noite de festa que reluz iluminando o céu
e em segundos tudo volta a ser silencioso e escuro...
Assim tênue foge-me a ilusão do doce sentimento
Será minha fuga?
Ou minha entrega?
Não sei.
Tampouco o seu nome me disse.
Nada além de portas e janelas intransponíveis.
Essa calmaria interna tira-me a paz dando-me à ela
O barulho de um sentimento estonteante é me seguro.
Foge antes de eu dizer: doce amor a quem me entrego!
Mas a chama fraca e contínua de um fogo que não se consome
é me o martírio.E ele temo mais do que a morte.
Angustia de um sentimento que não sei o nome.
Alguns podem dizer amor,
Mas eu não sei.