quinta-feira, 3 de maio de 2007

,,,Silenciosos momentos....

Somente mais um dia de silenciosos suspiros roucas em boca lacrada.
Dias de esperas e...como deveras falastes!Silenciosas esperas em nada fundadas.
Esperas essas da morte do homem já morto a tantos anos!
Morte fria essa de quem revelou-me um rosto aos tempos sombrios de dias finos, quase se partindo de tão frágeis.
Dias de chuva e caminhadas solitárias a beira da loucura.
Morreu...Mente extasiada, sem força, sem nada!
Lançando ao pensamento insano um pouco de discernimento.
Tentando ouvir de um lugar onde habita o silêncio confortante de uma voz que não se pronuncia.
Ah!Como quisera eu poder derramar as velhas lágrimas tão cheias de esperanças!
Nas poeiras do passado, a sombra da mais difícil decisão.
Ao chegar ao longe, distante silêncio que até aqui me perseguiu, sem o meu amor e meu amante!
Quisera eu ter tido um!Um a quem pudesse chamar de amor ou de amante!
Permaneci no silêncio desafiador de quem muito já teve o que falar, mas hoje encontra-se perdido na sombra tênue de uma luz a muito apagada!
No caminho para o norte eu não tenho mais o que encontrar, no sul tranquei a estrada...Na fronteira do meu mundo abandono ainda muitas coisas que me são caras.
Exilada na montanha, nova vida à minha perda!
As criaturas chamadas “racionais” delas só quero me afastar!Alimentando-me secretamente com cello ou Chopain!Saciando em mim o silêncio!
Doce silêncio esse que me deixas por herança!
Tantos dias de silêncio, chuva e névoa tenho que trilhar!
Abandonando de forma radical a fagulha da última chama de esperança.
A razão e a lógica, já não as tenho, no seu sepulcro e as deixei!
Quisera eu o contentamento de dias vazios e barulhentos!
Quisera eu um pouco mais de contentamento!Quisera eu um pouco mais de ilusão!

Um comentário:

Anônimo disse...

Saudações
Gostei muito do seu texto, espero poder cada vez mais coisas belas assim por aqui!