Estranho
Crio amores, invento nomes, fixo rostos.Até sangro por meus surreais amores. E tremo também. Há algo de pesado dentro de mim, mas é tão somente por estar vazio.Ti ver, assim, tão austero, virar as costas e sair andando, parece-me estranho. Tem um som no meu ouvido e deixa-me incrivelmente melancólica e nostálgica... Só queria alguém para dividir esse momento e dizer o quanto gostei dessa música e o que ela me causa...Estranho; até mesmo o desconhecido que sentou-se ao meu lado eu olhei, analisei e não, não posso cutucar ele com o cotovelo direito e perguntar : “ei, moço, você já ouviu essa música?”. Não, uma análise mais detalhada leva-me a crer que ele nunca, nem sequer, ouviu falar de tal banda. Viro pro lado e tento ti achar, fosses por um caminho escuro e sua cabeça branca eu não posso daqui avistar (a intenção não era a rimar). Encosto a cabeça no vidro frio e observo, com estranho pesar, um estreito caminho ladeado por gramas. As luzes da cidade, amarelas, causam-me uma estranha sensação que não sei o que é. Continuo ouvindo a música e querendo alguém para dizer, para compartilhar... Não quero alguém para chamar de meu, não! É somente um momento digno de ser dividido. Adoro a minha solidão, adoro as músicas que mudam meu estado de espírito, adoro meus amores. Eu amo o silêncio, isso não é segredo, amo a névoa tênue que o envolve. Alguns segundos perduraram e eu sorri. Eu sou quem eu sempre quis ser. De tão intensa torno-me frágil. Eu leio livros, ouço músicas, pulo de um prédio, tudo para me sentir viva, e eu me sinto. Não estou amorfa como julguei estar e nem perdida, quando tentei me encontrar. Estou dentro de mim. Na minha solidão, nas músicas mágicas não compartilhadas, nos solos de guitarras que choram, mas eu sorrio: eu me sinto viva! Deveria estar estudando, ainda não entendi aquela maldita fórmula de matemática, mas tenho que escrever da minha volta pra casa. Tenho que escrever desse momento estranho, desse sentimento estranho, desse homem estranho, desse dia estranho. Apenas a música não é estranha e ela faz parte de mim. Todo o resto do mundo o é...
3 comentários:
Carol,
nuito bom esse estranho modo de falar de coisas estranhas, mas gostei
mais uma coisa q musica era????
ehueheheu
bjs
LALALA
carolzinha! que lindo...
acho que hoje escutei a mesma música....
O dia esta estranho, ate o momento esta estranho..
bjao!
A Carol é muito nostálgica! Tão nostálgica que a nostalgia perde a conotação da palavra "nostalgia" e se apregoa a pessoa da Carol, simplesmente! Ela é a nostalgia em pessoa, ou melhor ela já não é mais nem pessoa, é a própria nostalgia! Nostalgia pura! Ela é mais sentimento do que carne; ela nem carne mais é; é sim uma partícula flutuante no mundo que hora surge sentada num banco de ônibus, hora surge no "caminho ladeado por grama"! E tudo isso acontece ao mesmo tempo! Ela extravassa seu corpo e quer habitar todos os lugares, viver todas as sensações, conhecer todo mundo! Quer compartilhar a experiÊncia de viver com a pessoa que esta a seu lado, com o desconhecido, com todos que a cercam!
Para mim a conotação da palavra "nostalgia" criada, sem querer, por ela remete, justamente, ao que ela é. Já que, para mim, ela tornou-se a nostalgia em carne e osso, essa palavra representam todas as características que são peculiares à Carol. Carol, então, é despavoresida, descreptulante, abstrálica, criptólica e todas as palavras que não descrevem nada! Carol, assim como a nostalgia, é indescritível e ater-se ao limite das palavras para descrevê-la me é impossível... Nostalgia se sente, se vive, cada um com a sua lembrança, com os seu sentimentos, com a sua interpretação. Assim como a nostalgia, Carol tem que ser vivida, tem que ser desvendada pessoalmente aos poucos sem a influência da opinião de terceiros.
Quando alguém lança no ar a palavra "nostalgia", logo penso nela, na "menina nostalgia"!
Que bom que agora eu sei porque isso acontece!
Carol é nostalgia pura...
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