terça-feira, 11 de setembro de 2007

diário

O telefone toca eu já não me esforço a atender
a música no ar já nao me provoca lagrimas de outrora
a sua presença ou ausencia já sao quase imperceptiveis
a criança que chora de pé no chao,já nao me descentraliza
o sol que brilha na manha de domingo,já nao me causa furor
aquela for solitária e linda que ninguem viu, já nao me atrai
a roupa do manequim já nao cativa mais meu olhar fixo
a cidade iluminada já nao deixa eu ver meu rosto perdido
aquele livro misterioso já nao costuma relevar nada sobre mim
o carro do ano nao me faz pecar de novo, nem mesmo a mansao
as pessoas me amam mas,já nao sei se eu me amo.
não acredito mais em disco voador, pai noel, uma pena isso.
eu também já nao sinto mais as batidas do meu coração.
já nao sei se estou no céu ou na terra, ou no inferno porque nao?
não adianta chamar minha atenção meus sentidos estao paralisados.
minha mente ja nao pensa mais, apenas respira e inspira o ar.
ja nao faço questao que leism isso, por isso seja livre em cessar.

Um comentário:

F Katayama disse...

agradeço a visita ao meu blog. seu comentário foi publicado.

não perca o brilho
entre pontos e vígulas.
não deixe de olhar,
mesmo que queira esquivar
mantenha-se.
não permita a frieza e dureza
penetrem
aqueça-se e faça questão.