terça-feira, 28 de agosto de 2007

Lua?

Só mais uma de sagas.
E eu não quero ser encontrada.
Sinto o gosto cítrico desse momento
Que, viciosamente, se repete....repete...
Dias em que não encontro silêncio e busco em mim...
As letras se foram.
As dúvidas permanecem
Os pés eternamente inquietos...Agitam-se.
Não fora nada programado
E se eu acreditasse em astros
Diria que eles conspiram contra mim
De forma mórbida zombam e eu também zombo deles
E eu danço
E não me canso de correr um pouco mais
Permaneço dentro de mim
No labirinto criado onde mãos não podem tocar
Eu firmada permaneço pra sempre.
Palavras e frases e sonhos e contos e cantos e danças e tecidos coloridos
Um mundo de dores e cores no meu mundo.
Medo, dúvida?
Não.
Perplexidade.
De mirar e pensar: e agora?
Não me acorde nessa manhã de agosto.
Cubra meu corpo e zele por meu sono.
Converse com meu inconsciente e diga que vais ficar.
Nesse campo minado ainda temos o céu.
Ainda temos aquela coisa sem explicação que nos silencia.
Que não sabemos como chamar.
Que nos faz caminhar e suspirar e estufar um peito angustiado por não saber o que argumentar.
Dias de sentir o vento e a vida revigorada que nele há.
E deixar tudo isso.


...há algum tempo...

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

classificados

altas horas, frio intenso. Ela descia a avenida
que dava acesso a principal,o transito agitado
nada que intimidasse a vã consciencia daquele
momento que na real era nostalgico, mas deveria
deixar de ser, dali em diante, o por que ja nao era
pretexto para nenhuma das muitas desculpas vazias
mortalizada em espirito e alma, diante de si
exatamente dois mundos:o do desejo mortal e o real
questiona, pois ainda se sente humana, embora rara
não alivia, só adia tudo de novo, espera o inesperado
solta ao vento forte que vem do sul o ultimo suspiro
desaparece entre a multidao desconhecida da calçada
fria, resta-lhe o fisico mascarado e ilusória normalidade.
aguarda com a garganta seca e sembrante morbido
um novo dia, sem tarde nebulosa para os que permanecem.
da vidraça de freste por entre aberta, a vista revela o obvio
mantem-se prisioneira da felicidade alheia ostentando
as mazelas do tempo implacavel e da sociedade rotulativa
com a uma unica certeza de existencia maior de um por que
complexo, raro e simples de se ver.
desafia a supremacia, a furia dominante,nunca ideal.
nada seria assim , escolha vazia e imbecil desejada
grito de voz aguda nunca audivel aos seus sentidos.
anula-se mil vezes a cada anoitecer, uma vã despedida.