Lua?
Só mais uma de sagas.
E eu não quero ser encontrada.
Sinto o gosto cítrico desse momento
Que, viciosamente, se repete....repete...
Dias em que não encontro silêncio e busco em mim...
As letras se foram.
As dúvidas permanecem
Os pés eternamente inquietos...Agitam-se.
Não fora nada programado
E se eu acreditasse em astros
Diria que eles conspiram contra mim
De forma mórbida zombam e eu também zombo deles
E eu danço
E não me canso de correr um pouco mais
Permaneço dentro de mim
No labirinto criado onde mãos não podem tocar
Eu firmada permaneço pra sempre.
Palavras e frases e sonhos e contos e cantos e danças e tecidos coloridos
Um mundo de dores e cores no meu mundo.
Medo, dúvida?
Não.
Perplexidade.
De mirar e pensar: e agora?
Não me acorde nessa manhã de agosto.
Cubra meu corpo e zele por meu sono.
Converse com meu inconsciente e diga que vais ficar.
Nesse campo minado ainda temos o céu.
Ainda temos aquela coisa sem explicação que nos silencia.
Que não sabemos como chamar.
Que nos faz caminhar e suspirar e estufar um peito angustiado por não saber o que argumentar.
Dias de sentir o vento e a vida revigorada que nele há.
E deixar tudo isso.
...há algum tempo...
2 comentários:
Oi,
adorei o que li..
sendo assim, pode ter certeza de que passarei mais vezes..
bjs..
srta. excelente seu texto
tbm..parabens
e mais sucessos.
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