domingo, 3 de janeiro de 2010

lagrima....

Eu ainda nao tinha parado para falar a sós com ele
desde que o novo ano tinha se iniciado,mas algo me
tocou numa tarde quer dizer noite quente e chuvosa
do primeiro domingo daquele tempo despreocupado.
Foi entao que a musica suave adentrou e seduziu meu ser.
e a tao desejada lagrima veio em alta temperatura e caiu.
de principio tao leve que eu mal podia sentir, mas logo se
tornou incontrolavel e caía por tantos motivos que seria
trágico nomea-los. Entao revolvi deixa-la vir o quanto
fosse necessario me anciava me libertar de tudo aquilo.
Ah essa lagrima é muito solista ha anos esta junto a mim.
Meu coração palpitava naquele instante implorando por
dentro para que registrasse esse momento significante.
Enfim é isso o que senti enquanto ela rolava por minhas
palpebras está agora no banco de grandes emoções vividas.

tempo....

É tempo de rever os sonhos
de se entregar a um novo tempo
de ter olhos e coração de criança
de abraços fortes entre os homens.
É tempo de rever o ser o voce o eu.
de pedir muito a quem acredita ouvir.
de agradecer a tudo que aconteceu
de perdoar o outro de dizer sim e nao
É tempo de acreditar de mais uma vez
de esquecer os enganos as decepçoes.
de amar sem medo de pagar o preço disso.
de esperar o ir e vir de amores divididos.
É tempo de magia e encantamento.
de coraçoes frageis aflitos e doceis.
de luzes que refletem imenso brilho ao longe
de anuncio de festas grandiosas e abundantes.
É um lindo tempo que tambem tem um fim.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

a perda

nos ultimos dias eu perdi muita coisa,
perdi até o que eu nao possuia,
mas isso me fez crescer muito.
Eu sempre dizia essa frase para
as pessoas . Mas nao imaginava
até entao o significado dela em
minha vida corrida e desvirtuada.
Até eu ver meus sonhos sendo
evaporados, meus planos distorcidos.
Foi entao que parei! morri de certa
forma por dentro. E renasci das cinzas
como acontecera diversas vezes.
senti que algo havido mudado de novo
as mudanças sao bem vindas nessas horas.
Nos faz criança de pureza alma e coração.
A gente percebe que a forma com que
encaramos o mundo conta muito.
E que se perder muitas vezes é se encontrar.

domingo, 13 de setembro de 2009

É manha de domingo, são 7:58 minutos, da minha janela observo com atenção o amanhecer.
Relembro minha estória, as personagens fictícias flutuam a cada cena aplaudem e desaparecem.
O sol amarelo anuncia um dia iluminado
Mas me sinto sozinha! Na rua nenhum movimento. Onde estarão as pessoas desse lugar? Nenhuma criança brincando.
Eu só não consigo ouvir o só da minha própria voz.
Na inconstância de tudo que flutua incessantemente dentro de mim faz lembrar de você!

domingo, 12 de julho de 2009

gotas

era noite de um dia comum
se nao fosse embalado por
pelo som melancolico que
ao fundo insistia em existir
eu olhava perdida da janela
embassada pelo frio solitario
as pequenas gotas que percorria
um caminho confuso e veloz.
iniciei a missao de mudar o destino
daquelas pequenas gotas geladas.
por instante me deportei de corpo e alma
para dentro daquele mundo invisivel.
me transformei em uma gota e me juntei
as outras milagres de pequenas porcoes.
em busca de encontrar algo vestigio de voce.
perdido ali na imensidao nebulosa da janela lateral.

planeta imaginário

um dia resolvi sair do meu corpo
subi o mais alto que pude alcancar
falei com os passaros, senti o vento e o frio.
sai em busca do nada e tudo ao mesmo tempo.
a procura de algo que eu nunca tive, mas sentia falta.
parede escura, tempo nebuloso, casa assombrada.
de longe eu senti que havia um sinal no ar...
senti pureza, suavidade, delicadeza.
evaideci o ego, vi estrenhas em plena luz do dia....
vi borboletas que voam e ficaram mais brilhantes com a luz do sol,
e as flores do jardim do edem.
ouvi uma musica que falava de amor e dor. coisas que nao se explica.
senti algo que me dominava, me guiava para o mundo dos sonhos e muitos desafios.
me transformei, ganhei super poderes, que iam se multiplicando ao som de suaves notas musicais.
maos compridas e delicadas, de alguem que era forte e poderoso, mas aos olhos dos homens,
se fazia pequeno, quase invisivel..mas tinha porcoes de bruxaria, enfeiticava gente grande media e pequena e ate gente que ainda nem tinha nascido.
sua companhia tornou-se meu projeto, meu sonho, meu destino. Seu sorriso meu alimento.
o silencio com sua presenca o balsamo.
dancei flutuante num lugar cheio de nuvens de algodao.
me alimentei junto aos animais e me banhei nas aguas azuis de todo o planeta.
e nem era preciso todo esse cenario. Ele era tudo que no mundo eu desejava, enquanto
corpo e espirito.
o que eu nao sabia era do seu grande segredo...
algo que no mundo dos sonhos jamais era permitido.
pela primeira vez eu tive medo..tarde demais, meu espirito ja estava dominado.
era hora de ir embora, como toda despedida invadiu a alma de um sentimento que provocava
muita dor ...até pude sentir a perfuracao no lado esquerdo do peito.
seus olhos nao fixavam aos meus, sua boca nao pronunciou uma só palavra.
nao pude sentir seu toque....
aquele qye envolvia tecnicas de encantamento capaz de congelar um sorriso e eternizou uma
gota de felicidade, nao foi capaz de envolver meu espirito frio e abatido.
parti solitario como outrora havia me ausentado contradizendo o meu desejo real.
meu adeus sutil aos olhos e robusto por dentro.
em busca de um corpo pequeno que anciosamente desvendar o misterio que nasceu em meados, antes de voce nascer. mas que ja estava escrito junto a sua historia.
e ate hoje parte de mim esta bem longe
num mundo perdido chamado ilusao, onde voce nasceu e que jamais morrerá.
eu sou fruto de sua bruxaria, encantada.e ainda sonho!!!!

sem comentários

sem comentarios


meu mundo nao tem mais véu, nem céu.
meu corpo perde a firmeza com o girar dos ponteiros.
meus olhos veem cada vez menos o real.
minha boca se cala, mais do que sai, fala.
meu coracao pulsa como quem nao quer chegar
minha cabeca fira, com menos intensidade.
meu eu ja nao me pertence, voa livremente.
meus sonhos ja nao embalam, apenas existem
ja nao sei onde esta minha verdade
meus desejos ja nao tem poder para me conduzir.
meus pensamentos se confundem com a realidade.
diante de todos esses circuitos sem conexoes.
existe um poder supremo que minimiza
o que antes era o todo dentro de mim....
chamado amor louco, unico e eterno por voce.!!!!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

enquanto isso

enquanto isso
voce entra suavemente
senta-se junto a minha mesa
olhos atentos ao meu semblante
ora desfalecido e cobre meu corpo
com seu poder de visualizar la dentro
ultrapassa meus codigos secretos
me aquece a alma com palavras
de um legitimo dom ruam
revigora meu ser num passe de magica
as lagrimas de sangue gradualmente
sao transformadas em perolas e caem
sobre nós com a leveza de uma pluma.
o relogio de londres pára a cidade
e o mundo tambem pára por segundos
eternizando o sentimento e o sonho.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

desmembrando

Hoje resolvi colocar você no bolso
desliguei o telefone, para não ouvir sua voz
espalhei meus guardados pelo tapete
virei seu porta retrato da sala, que sorria
quando eu chegava em casa, todas as noites
joguei fora todos os meus escritos da agenda
agora eu ando por ai, tentando entender minha
historia louca inventada sem nexo toda fosca
nada eleva meus sentidos, me esforço alem
de minha capacidade habitual de ser
quando paro e avalio tudo me vem algo ridiculo
insensato, incoerente, e tudo mais que possa
ser nomeado, mas também é fato, prova que eu
existo.
Sou louca sem loucura, parada no tempo e na
vida esperando a morte e minha sepultura
quebro as paredes internas que por hora me
sufocam, ele é vulto me assombra me persegue
me mata, várias vezes por dia, e uma vez toda
noite sem cessar. Eu mesma me velo em meia luz
ao som baixo do pequeno instrumento barulhento
no canto do quarto aquecido com meu calor humano
e meu amor doce e sereno, em companhia com minha
única via rapida de acesso ao seu eu totalmente
blindado a 7 chaves do outro lado do seu mundo
distante a milhoes de milhas do meu deserto esquecido.
A vela exala um perfume funebre envolto ao meu cheiro
de lavanda, do meu sabonete natural, escondido na primeira
gaveta, do armario que sempre me olha enquanto durmo.
lagrimas são pequenas gotas de agua salgada aquecida ainda
Vou-me agora em silencio como sempre deixo poucas palavras
sobre aquele papel usado, agradecimento a todos e a ninguem
não sabia bem o remetente, pane normal de ultima hora.
ninguem quis se comprometer, nao deixaram endereço, entao
eu sai. Se eu voltarei um dia?
O destino lança-nos esse desafio.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

A Casa Vazia

Eu estava ainda longe, mas já podia constatar: a casa estava vazia. Encaminhei-me para lá sem saber se estava andando rápido ou devagar, apenas caminhei, sem pensar, pensando mil coisas, andando...Sem nenhum sinal externo de perturbação ou paz.
Aproximei-me do portão e como de costume estava entreaberto, empurrei-o suavemente ouvindo o ranger do velho metal há muito exposto. Subi as escadas úmidas tentando ver dentro da casa com a porta ainda fechada, mas eu sabia, sabia que a casa estava vazia.
A casa estava vazia.
No bolso direito do casaco que me deras, agora velho e surrado, senti uma vibração, com a mão um tanto tremula segurei o celular: Vinicius chamando. Ignorei. Continuei a subir e olhei a rua, silenciosa e pacata como sempre, sempre fora assim. Lembrei-me quantas horas ficava sentada nessa mesma escada, agora revestida de limo, olhando a rua e a enorme árvore no quintal do vizinho.Enquanto fazia isso, da casa exalava o cheiro exótico do café sendo preparado na moca, que tomávamos ali mesmo, ouvindo o silêncio e o farfalhar do vento nas folhas das árvores, que não são raras por aqui. Olhei a árvore, exuberante, imune, indiferente à minha partida, ela permanecia firme, como se não sentisse a minha falta, e não sentia mesmo...Com isso virei-me chegando em fim diante da porta. Olhando a madeira pintada por nós de verde, não sabia se respirava; no meu bolso esquerdo puxei a chave e o chaveiro, uma foto nossa, meus cabelos ainda eram vermelho... O gentleman e sua ruiva.
Abri e entrei. Ainda pude sentir o mesmo cheiro, aquele cheiro que eu conhecia tão bem, de cabelos crespos molhados saindo do chuveiro, aquele seu cheiro de shampoo. Olhei os espaços desocupados, o piso, a parede branca e vazia da velha estante. Não sei quanto tempo fiquei ali, ouvindo nossas risadas, juras, nossas brigas. Vendo o tapete manchado de vinho, as almofadas pelo chão, os pratos na pia. Ouvindo sua voz, ouvindo a minha, tudo numa triste casa agora vazia. Não tinha mais Iron, nem pedal duplo, nem guitarras distorcidas...Nada estava no lugar.
Com um suspiro argumentei.Coisas que todas as pessoas fazem para provar a si mesmas que foi melhor assim. E por mais incrível que pudesse parecer, o vento continuava soprando lá fora, as flores retornaram depois do inverno, a semente de pimenta que semeamos cresceu e suas folhas tímidas ao céu dirigem-se. Escutei no terreno ao lado o balanço indo e vindo com as gargalhadas despreocupadas de uma criança feliz. A vida simplesmente continua, não pára. Com a face voltada ao sol deixei-me aquecer e enchi meu espírito de uma paz inexplicável. Num outro tempo, refúgio encontrava eu aqui, contudo essa casa estranha já não é meu lar. Não há mais aconchego numa casa vazia!

terça-feira, 11 de setembro de 2007

diário

O telefone toca eu já não me esforço a atender
a música no ar já nao me provoca lagrimas de outrora
a sua presença ou ausencia já sao quase imperceptiveis
a criança que chora de pé no chao,já nao me descentraliza
o sol que brilha na manha de domingo,já nao me causa furor
aquela for solitária e linda que ninguem viu, já nao me atrai
a roupa do manequim já nao cativa mais meu olhar fixo
a cidade iluminada já nao deixa eu ver meu rosto perdido
aquele livro misterioso já nao costuma relevar nada sobre mim
o carro do ano nao me faz pecar de novo, nem mesmo a mansao
as pessoas me amam mas,já nao sei se eu me amo.
não acredito mais em disco voador, pai noel, uma pena isso.
eu também já nao sinto mais as batidas do meu coração.
já nao sei se estou no céu ou na terra, ou no inferno porque nao?
não adianta chamar minha atenção meus sentidos estao paralisados.
minha mente ja nao pensa mais, apenas respira e inspira o ar.
ja nao faço questao que leism isso, por isso seja livre em cessar.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

...

Correu até exaustão
Sem forças tombou à beira da estrada.
Os transeuntes apressados empurravam com o calcanhar aquele corpo inerte tirando-o do caminho.
Com a fraca consciência que lhe restava ficou em paz o seu espírito aguardando um milagre.
Esvaiu-se em pó.
O samaritano jamais viera.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

seja você

Aproveita o novo renove
busque respostas aposte
a inteligencia é uma arte
e não há quem a supere
Aposte em voce que ninguem vê
seja o centro a lateral o vento
viva a ação com sonhos e lamentos
jorre sangue suor queira vencer
Seja por inteiro nao importa quem seja
erre acerte incente crie faça e aconteça
o tempo nao pára sua mente pode
encontre exclareça sinta-se gente.

quero

Ah! eu quero tudo
eu não quero nada
eu quero o futuro
o presente me mata
Busco a euforia e o
tedio me deixa opaca
eu tento gritar mas
minha voz nao ultrapassa
eu quero correr mas
o vento me afasta
eu quero te ver
mas meus olhos
não vê se embassa
eu quero o vento, o tempo
mas eu tenho é casa,
eu quero voar, cansar
eu tenho é pes, nem
por insistencia não levita
eu quero o firme seguro
sensivel, sutil sem falsa
sem pinta parece fumaça
eu quero o artista
sou apenas palhaço
quero um monte
eu tenho um maço.

domingo, 2 de setembro de 2007

rimas ao vento

A essencia me revela
puro silencio escuro
arte beleza em vulto
será apenas donzela?

Sonho leve sublime
pele nobre desejo
no instante te vejo
amor nao imagine

Sobrevivo no seu riso
ação emoção reação
dor asas coração
palavra risco palito


Tudo escuro muro
conflito céu infinito
força vibra figa
decida prossiga siga

se eu morresse amanhã

Se eu morresse amanhã
Mudaria hoje meu visual
diria a voce o quanto te amo
Te daria aquele beijo guardado
Daria cambalhota em plena avenida
Andaria pelas ruas sonhando acordado
Falaria com todo mundo que
passasse ao meu lado
não esconderia se
caso estivesse apaixonado
Comeria num restaurante
um prato bem preparado
doaria todo o dinheiro
há tempos guardado
Se eu morresse amanha
Tomaria um banho bem gelado
Me arriscaria pelo mundo
entraria sem ser convidado
Se eu morresse amanha
revelaria meus sonhos e desejos
publicaria um livro
contando tudo sem medo
Se eu morresse amanha
Sentiria alegria tristeza
e até medo
medo de ter te magoado
e nao ter sido desculpado
Se eu morresse amanha
sentiria saudades do
tempo por aqui passado
das loucuras que não cometi
dos sonhos que deixei de sonhar
das pessoas que nao soube amar
se eu morresse amanha
Ah sei lá o que me da
quero por um instante
com todos estar
Se eu morresse amanhã
E se acaso eu nao mais voltar
deixaria voce como lembrança
de alguem que um dia teve esperança
com um coração de criança
Tentava rir pra não chorar.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Dias Cinzas

Escrevi essas linhas vendo e ouvindo os videos a seguir, faça o mesmo enquanto lê:)
http://www.youtube.com/watch?v=ymTrueZYcas

http://www.youtube.com/watch?v=fwGHQ6WyQFU
Mais uma dos meus devaneios...

Eu não posso impedir.
Enquanto as pessoas ao meu redor sobem alto e descoladas rebolam e sorriem e são super-hiper-mega-ultra-simpáticas, eu escuto Coldplay e deixo essa música me inundar. Eu mergulho e me encharco dessa dor sem dor. Dessa perda de quem não tem nada à perder. Eu ando por aí. Mãos no bolso. E tá frio pra cacete. O dia ta cinza. Alguns dizem nublados. Eu digo cinza. Essa cor me leva pra casa. Sei lá. Sabe aquela coisa que todo mundo sente? Aquela, que todo mundo acha que não é daqui? Pois é. Eu me sinto assim. Mas em dias cinzas eu me sinto em casa. No meu devaneio favorito. Na minha solidão bonita. Sinto o meu corpo tremer debaixo de tanto roupa. É tá frio mesmo. E se não tivesse tanto, com certeza ficaria um pouco mais. Vendo essa garoa cair na minha cabeça e molhando timidamente meus cabelos sem jeito, sem corte e sem moda. É dia cinza e é dia bom. Não tenho à quem ligar e isso não me incomoda, sei que o meu melhor amigo vai abrir a porta de casa e perguntar :”Já tomasse café Cá?”Eu não to nem aí. Cores sempre são bem vindas (Sr. Reszka), mas nenhuma delas é tão forte ao ponto de me transportar para casa quanto essa. Uma sensação de vazio absoluto seguido de turbilhão de coisas trancadas numa mente que não descansa. Terras e idades e solos e notas. Trouble. Repete eternamente esse tom no vácuo. E eu ando um pouco mais. E o frio aumenta. Mas a música não pára. E me envolve e eu não quero me libertar. Permanecerei quanto for preciso até que toda essa angustia sem nome, essa solidão aconchegante e essa dor sem razão, atenuem-se completamente. Quero beber todas as gotas desse momento intensamente dramático. Mas de um drama artístico, necessário e maduro. Não tenho mais crises existenciais. Eu sei exatamente quem sou, por isso me lanço em dias como esse sem reservas e sugo partes de pensamentos brutalmente interrompidos. Em dias como este, em que as ruas estão vazias, eu ando e procuro encontrar um rosto saudável pelas ruas gélidas e desertas. Um rosto de quem não consegue ficar em casa em dias em que a rua chama para um passeio por dentro da alma. É essencial que os dias sejam varridos por essa temperatura em que as pessoas temerosas ligam umas às outras, perpetuando os contatos, e permanecem no sossego do seu lar. Não há necessidade da uva no barril pra me fazer pensar e filosofar. Há pinheiros nessa rua ladeada e ela torna-se incrivelmente mágica por isso. Há cor bege nesse lugar, pedras com limo e eu. Sozinha pensando e remoendo uma frase: menos que amor eu não aceito. Mas olho e me vejo: sempre nessas minhas caminhadas solitárias e ternamente doces. Tenho medo de qualquer coisa que me faça chorar. E é muito fácil a perda. Essa segurança que tenho hoje, por não ter nada à perder, é me de um benefício sem tamanho. Eu consigo me sentir viva. Embora deseja, vez por outra, ser acalentada. Mas... O sexo é tão pouco e eu digo não. Se for menos que amor eu não aceito. Não tenho a vã necessidade de me sentir bem por estar com uma pessoa ao meu lado que não escuta o que eu falo. Que só pensa no que vai falar pra me levar pro seu apartamento e no dia seguinte não vai me ligar. Não tenho a auto estima baixa a ponto de ter que ouvir frases prontas e cantadas. Não há nada pior do que uma cantada. Eu olho sério e penso “meu Deus, o que eu to fazendo aqui? Por isso não me ‘junto’. Não tenho nada pra falar com alguém que é tão “legal”. E não tenha isso como auto compaixão. Muito pelo contrário. Que amor é esse? Eu não sei explicar. Não me venha com palavras, elas deixam de ser verdadeiras assim que transpassam os lábios. Eu não tenho pressa. Não tenho nada. Só o horizonte que não se vê em dias como este, mas, inerentemente, sabemos que está lá, fazendo brilhar o mundo de alguém. Num outro mundo, de outros gostos e outros cheiros. Esse é o meu romantismo? Sim. Essa vida corrente e essa onda gigantesca que nos fazem andar e suspirar. Ainda há palavras repetidas e secretas e bonitas. E, e, e ... Eu caminhei muito pra ter uma cama pra chorar. Pra sorrir, pra ser amada. Eu simplesmente não me jogo sem reservas. Não. Em dias como este... Dias cinzas, eu poderia morrer que me sentiria feliz: eu permaneço dentro de mim. Não me perdi. Não me vendi. Morri de amor e chorei de saudade. Caminhei dois quilômetros pra chegar numa casa e descobri que o endereço estava errado. Hoje, não sei. Não quero bater em portas erradas e pedir abrigo à desconhecidos. Quero permanecer imutável mudando a cada instante. Cada nota inebriando os dias salgados, cinzas, melancólicos e reais. Eu choro as vezes. Mas nunca de amargura. O choro é bonito e saudável. E revigorante. E indispensável. Nos meus dias cinzas. Todas as músicas emocionantes do mundo me fazem companhia e eu faço companhia para essa pessoa maravilhosa que cozinha enquanto canta Angel do Robbie Willians. Que dança descalço, se joga no pescoço do irmão e corre com os pés no chão nos dias em que algodões carregados forram o céu do inverno. Inverno necessário. Talvez a vida me queira só. Não sei. Mas é o que parece. E, o que corrobora essa minha idéia, é esse meu fascínio por solidão, por músicas, por despedidas.
Entretanto, esses são momentos e, eu estou eternamente à espera que chegues logo. Que entres molhado dizendo ‘Só tinha lá na padaria do Vicente’. Que insista em dizer que Gandalf não é nome pra cachorro e que o meu cabelo fica melhor comprido. Recordo-me, de tanto ansiar, do dia que amei intensamente. Que nunca mais quis mudar de canal e nunca mais quis ouvir sobre outra coisa além de você falando do seu pai e do relacionamento difícil de vocês. Você se lembra da música que o Bono Vox escreveu pro pai dele e você ficou falando enquanto todos dormiam menos eu? E logo em seguida tocou esse vídeo que coloco no meu orkut.. Eu não cabia em mim. Desenrolava-se na minha frente uma pessoa que sente intensamente. Que vive, chora, se arrepende. Não podia ti tocar, como não posso agora, mas eu senti uma coisa que transcende os sentidos. E teu nome pode ser Antônio, Thiago, Daniel, não importa, apenas seja capaz de instigar em mim essa gigantesca avalanche de derrubar as defesas, de me deixar totalmente extasiada com esses sentimentos que não mudam e nos fazem únicos. Nesses dias cinzas, nunca estou em mim. Pelo menos não superficialmente. Por isso entendo as ausências. Suas, de todo mundo. Por isso escrevo. Pra por numa outra dimensão esse emaranhado de luz que me prende. Pois sei que enquanto não escrever, mesmo que o sol volte a brilhar, jamais resolverei esses meus grandes pequenos problemas eternos dos meus caros dias cinzas...

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Lua?

Só mais uma de sagas.
E eu não quero ser encontrada.
Sinto o gosto cítrico desse momento
Que, viciosamente, se repete....repete...
Dias em que não encontro silêncio e busco em mim...
As letras se foram.
As dúvidas permanecem
Os pés eternamente inquietos...Agitam-se.
Não fora nada programado
E se eu acreditasse em astros
Diria que eles conspiram contra mim
De forma mórbida zombam e eu também zombo deles
E eu danço
E não me canso de correr um pouco mais
Permaneço dentro de mim
No labirinto criado onde mãos não podem tocar
Eu firmada permaneço pra sempre.
Palavras e frases e sonhos e contos e cantos e danças e tecidos coloridos
Um mundo de dores e cores no meu mundo.
Medo, dúvida?
Não.
Perplexidade.
De mirar e pensar: e agora?
Não me acorde nessa manhã de agosto.
Cubra meu corpo e zele por meu sono.
Converse com meu inconsciente e diga que vais ficar.
Nesse campo minado ainda temos o céu.
Ainda temos aquela coisa sem explicação que nos silencia.
Que não sabemos como chamar.
Que nos faz caminhar e suspirar e estufar um peito angustiado por não saber o que argumentar.
Dias de sentir o vento e a vida revigorada que nele há.
E deixar tudo isso.


...há algum tempo...

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

classificados

altas horas, frio intenso. Ela descia a avenida
que dava acesso a principal,o transito agitado
nada que intimidasse a vã consciencia daquele
momento que na real era nostalgico, mas deveria
deixar de ser, dali em diante, o por que ja nao era
pretexto para nenhuma das muitas desculpas vazias
mortalizada em espirito e alma, diante de si
exatamente dois mundos:o do desejo mortal e o real
questiona, pois ainda se sente humana, embora rara
não alivia, só adia tudo de novo, espera o inesperado
solta ao vento forte que vem do sul o ultimo suspiro
desaparece entre a multidao desconhecida da calçada
fria, resta-lhe o fisico mascarado e ilusória normalidade.
aguarda com a garganta seca e sembrante morbido
um novo dia, sem tarde nebulosa para os que permanecem.
da vidraça de freste por entre aberta, a vista revela o obvio
mantem-se prisioneira da felicidade alheia ostentando
as mazelas do tempo implacavel e da sociedade rotulativa
com a uma unica certeza de existencia maior de um por que
complexo, raro e simples de se ver.
desafia a supremacia, a furia dominante,nunca ideal.
nada seria assim , escolha vazia e imbecil desejada
grito de voz aguda nunca audivel aos seus sentidos.
anula-se mil vezes a cada anoitecer, uma vã despedida.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

O Que Escraviza

Foram horas calculáveis, há um certo tempo...Tênue, fino, frágil, mas foram as minhas doces horas, ao qual o tempo depois delas tornou-se insignificante. Cravado, obra rara, um único nome em revelo em minha alma.Saudade!Que me escraviza, que consome...As horas.
Depois de ti, uma seriedade alcançou-me. O meu silêncio!Ah!Como falam dele. Será se não tenho nada à dizer?Silencio.Quando me encontrava confusa e perdida, eu podia virar para o lado e ti olhar nos olhos. Tentei, Deus como tentei! Criei coragem pra sorrir, pra olhar, pra querer, pois isso, nem isso eu conseguia. Mas, passavam-se os dias, tudo o que eu tinha era o relógio, em tic-tac, me mostrando que as horas passavam e nos distanciavam... Sabe aquelas frases prontas? Sim, eu as uso: tudo perdeu a graça. Não queria mais ter o cabelo vermelho, não queria mais tocar piano, nem mesmo falar alemão.Você me motivava pelo simples existir, pelo respirar, por rir de mim, pra mim, comigo. Agora, as horas continuam passando. Se amei? Sim, intensamente, numa tarde, num período, numa noite; mas bastava olhar nos olhos e eu podia ouvir uma voz fraca, tímida, rebelde que gritava desesperada dentro de mim: ‘quem você quer enganar?’
Eu tenho que tentar!, respondia de volta, confusa, me levantando pra ir embora.Ninguém entendia nada! As horas, como cinzas, me são palpáveis e num vaso de barro estão guardadas secretamente revelando a essência daquilo que fosses para mim.Sem jogos.Por isso ti amei tanto. Éramos dois.Éramos um.Agora não sou nada.Perdi em mim o que ti dei, e foi o meu melhor. Hoje esse trapo vestindo panos de saco, caminha, caminha, caminha. Às vezes têm pressa, às vezes não quer chegar, na maioria das vezes não sabe para onde quer ir. Até sabe, mas não pode...Por que, meu Deus, por que?
Aprendi a argumentar. Sim. Não sou uma mulher inconveniente que bate à sua porta as três da manhã. Entretanto, por que não sou uma mulher inconveniente? Por que? Por que não exijo, não grito, não quebro taças, não chuto portas? Por que? Por que não sou daquelas meninas chatinhas que manda mensagens de celular? Por que não ti deixo milhares de recados no Orkut? Por que ti exclui do msn? Porque não sou inconveniente!Droga de classe!Droga de maturidade, de aceitação, de conformismo!Deixei rastros, pistas, ti escrevi cartas, tudo para você me achar.Mas eu sei que não vens e isso dói pra caramba! Escrava sou de mim mesma, eterna súdita à você, amor!